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Viagem

Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Arrumando as malas de viagem (duas semanas na Europa)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Eu queria ter feito esse post antes de ir, mas agora vejo que foi até melhor ter deixado pra depois, sabem por quê? Desta forma consigo colocar a minha opinião após ter realmente usado a mala que fiz 🙂
Pesquisei bastante sobre como arrumar uma mala para uma viagem pra Europa durante a Primavera e uma das dicas mais legais que encontrei foi a de me preocupar com camadas. Tá com blusa de lã e ainda tá com frio? Taca uma jaqueta por cima! Ninguém precisa de 3 casacões pesados nem 5 botas de cano alto, ainda mais quando você vai para vários lugares: ninguém em Londres ia saber se eu tinha usado a mesma combinação de roupa em Paris. “Ah, mas e as fotos? vou aparecer igual em todas?” De boa? Nem ligo! Ouvi esses dias de uma pessoa falando que fez questão de andar de salto no ~mochilão~ que fez porque não queria sair nas fotos de tênis. Resultado? Pé moído, calcanhar estuprado. Mas são escolhas, né?

Fui vestida com uma legging preta florida, uma camiseta básica, tênis pink e jaqueta de couro. Ainda que seja um saco levar a jaqueta na mão, economizei espaço na mala (e boa parte do tempo fiquei com ela amarrada na cintura).

Mala despachada

Pesquisei bastaaaante antes de comprar uma mala. Sabia que queria com pelo menos 4 rodinhas (giro 360), média, leve e de uma cor chamativa. Acabei dormindo no ponto e não consegui comprar a que mais tinha gostado durante a BlackFriday então a minha salvação foi uma loja de malas super simples em Limeira, de onde é a mala que o Daniel usou (Jana, agradeça ao André pelo empréstimo heh).
A minha escolhida tem 7 rodinhas (sim, S-E-T-E!), leve, com dois bolsos externos, pink e o principal: barata! (sério, foi uns R$140) Eu gostei tanto da bichinha que por mim dormiria abraçada com ela toda noite =P O único problema que enfrentei com ela é que às vezes a alça travava e isso me atrapalhou pra descer/subir do metrô, principalmente.
Viajei com ela pesando somente 10kg. Lembrando que a duração da minha viagem foi de 16 dias, contando os dois dias de deslocamento (Brasil-Europa e Europa-Brasil), então fiz a mala pensando em 14 dias. Ela foi montada assim:

  • 2 calças jeans (uma era uma jegging preta)
  • 2 cardigãs (um verde estampado e um preto com pérolas)
  • 10 pares de meia e 1 meia-calça — burra! foram 15 dias, eu devia ter levado no mínimo uma por dia. Faltou e tive que pegar emprestada do Daniel, fuén (e a meia-calça eu nem usei)
  • 15 calcinhas e 2 sutiãs — foi suficiente, mas poderia ter levado menos e ter comprado na H&M (kits com 4 calcinhas por, tipo, 3 libras)
  • 1 pijama (shorts e blusinha de alcinha)
  • 6 camisetas de manga curta
  • 2 camisas de manga longa — totalmente desnecessárias, dava pra ter vivido bem sem
  • 2 blusas de frio (uma cinza escura de lã e uma cinza claro de linha) — desnecessário ter levado duas. Uma só teria sido mais do que suficiente!
  • 2 calçados (um tênis preto da Adidas e uma bota de cano baixo com tachinhas) — usei ambos muito pouco. Se fosse mais V1d4 L0k4, diria que só o tênis que fui calçando me bastaria
  • 2 toalhas de banho e 1 toalha de rosto — talvez uma só fosse suficiente, mas não quis arriscar
  • 1 cachecol de lã verde mesclado (fino), 1 echarpe rosa com bolinhas pretas e 1 echarpe branca estampada em verde e rosa — meu tênis “principal” era verde e rosa, por isso investi em acessórios nessa cor
  • nécessaire grande “de pendurar” (shampoo e condicionador, sabonete líquido, sabonete íntimo, solução para limpeza de lentes, pomadinhas, esparadrapo, algodão, cotonete, pente, adstringente, bandeide, desodorante, 3 pares de brincos, etc)
  • nécessaire de maquiagem (BB cream, rímel, batom, elásticos de cabelo, perfume) — na real, essa necessaire foi dentro da grande, eu tirava ela de dentro quando ia tomar banho, deixava no quarto
  • 2 sacolas de pano (pra levar as roupas pro banheiro, coisa e tal)
  • adaptador de tomada — aqui fui muito burra: não testei em casa e não funcionou o adaptador, fuén! Ainda bem que o Daniel tinha levado o dele e eu levei um “T”, aí fizemos uma gambiarra heh

Um detalhe importantíssimo foi que coloquei tudo em saquinhos de pano e em saquinhos de um plástico mais grosso (ambos das minhas Melissas), dessa forma tudo ficava organizadíssimo na mala e eu não incomodava o pessoal do hostel com o barulho de saquinho de mercado.

Mala de mão

Há algum tempo eu paquerava uma mochila da Olympikus, mas ela custava uns R$150, achei que não valia. Até que voltei no Outlet e vi uma etiqueta por R$99. Já tinha decidido levar e quase chorei quando passou por R$79 no caixa, só alegria! Achei ela extremamente funcional na viagem, apesar de não tê-la comprado de fato pra viajar (uso ela todo dia pra vir trabalhar). Aguentou bem o tranco e coube tudo o que eu precisava levar na mala de mão.

  • pasta com todos os documentos da viagem, passagens, reservas, bilhetes, enfim.
  • nécessaire pequena (escova de dentes e pasta, esparadrapo, lenços umedecidos, etc)
  • livro “A Viagem do Tigre” — não precisava ter levado o livro, nem toquei nele
  • chinelo
  • kit de roupas (pijama, calça legging, camiseta e 2 calcinhas)
  • 1 toalha de rosto — caso desse uma zica eu poderia tomar banho e dar um jeito
  • caixa dos óculos escuros (os óculos foram comigo, mas a caixinha foi na mochila)

Bolsa

Levei somente uma: vermelhinha, transversal, usei ela todo dia!

  • passaporte, cartão de crédito e dinheiro — não levei carteira. Levava o passaporte na bolsa e o dinheiro em uma bolsinha que minha mãe trouxe de viagem de Natal
  • bolsinha de remédios (alergia, gripe, descongestionante nasal, soro fisiológico, etc)
  • colírio, protetor labial, espelhinho
  • celular, carregador e fone de ouvido
  • Kobo — essencial, usei muito durante as viagens de trem e de avião
  • caixinha dos óculos de grau (dentro dela foram os óculos e a caixinha da lente)

Apesar de ter pensado muito bem no que levar, senti falta de algumas coisas, vejam só:

  • lençol: em Paris ficamos com nojinho da cama (sou fresca, me deixem), levar um lençol pra por por cima do que já estava á teria me ajudado a dormir melhor
  • talheres (não riam!): em Paris, novamente, não tinha nada disponível no hotel pra gente cortar o queijo, mexer o café com leite, enfim. Teria sido de grande valia levar dois kits de talheres descartáveis.
  • um cachecol mais quente: achei que seria exagero levar os meus tipo “coberta” mas um pelo menos teria sido útil em Londres
  • boné: em Roma pegamos dias de muuuuito sol e tenho problema com claridade (não chega a ser fotofobia), só o óculos de sol não dava conta.

Ouvi de muita gente (oi, mamy!) que era um absurdo eu levar “só” 6 camisetas pra 14 dias, mas, ó, garanto que não fiquei fedida e que deu pra repetir tranquilamente as combinações. No geral acho que foi uma escolha ótima de bagagem, viu? Nada voltou pra casa sem ser usado, mas se eu tivesse levado menos coisas ainda eu teria tido condição de trazer mais vinho, por exemplo =B #bebunça
Muitos me perguntaram sobre a doleira (uma bolsinha usada por baixo da roupa, “invisível”), mas não comprei e sinceramente não me fez falta alguma (e olha que não levei travel money, só dinheiro vivo mesmo).

Vocês já fizeram alguma viagem longa? Eu nunca tinha feito e consegui fazer as malas de uma forma que me atendeu muito bem. Tem alguma dica imperdível pra dar?

Diário

Desafio 52 semanas #05: Minha wishlist

Num falei que essa série é o que manteria o blog atualizado? risos

Engraçado que se eu estivesse fazendo essa série de posts há uns 5 ou 10 anos, esse tópico seria facílimo de responder… Hoje em dia é difícil, viu? Eu não sou mais tão consumista quanto antes e tenho pensado muito mais antes de comprar algo (ainda mais agora, sem uma fonte de renda). Acho que eu finalmente entrei naquela de que o meu dinheiro me traz felicidade quando me permite viver experiência e não possuir objetos. Mas, enfim, a proposta é listar 5 itens da minha lista de desejos, vamos lá?

Para acompanhar todos os meus posts do desafio 52 semanasclique aqui.

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Viagem

Roma – praças e monumentos da Roma Antiga

Começo dizendo que Roma foi o lugar em que mais tempo passamos e também nossa última parada então já estávamos tranquilos, sem grandes correrias. Na maioria dos nossos dias apenas saíamos e andávamos, sem rumo. E era botar os pés na rua e topar com algum monumento ou sítio arqueológico. Roma é um museu a céu aberto e é tudo relativamente perto, uma delícia de visitar tudo andando…

Roma - gaivota no dentro histórico

Se em Paris vimos um monte de pombas e em Londres era a terra dos pombos, em Roma estava cheeeio de gaivotas. Coisa linda!

Muitas vezes acabamos por parar ali na Piazza Navona, particularmente minha praça preferida de lá. Cheia de turistas e romanos.

Inclusive em um dos dias havia um bando de italianos (alguns bastante bonitos, devo dizer – dsclp, Dan, é verdade) em frente à Fontana dei Quattro Fiumi cantando e arrecadando dinheiro (deduzi que pelas roupas formais estavam se formando na faculdade, talvez).

Roma - Fontana dei Quattro Fiumi

Óia só a italianada rs

Estavam etilicamente alegres e faziam exageradamente barulho além de serem extremamente divertidos AHAHAH claro que paramos para ver!

Roma - Piazza Navona

Simplesmente me apaixonei por essa janelinha na Piazza Navona

Aliás, é nesta praça que fica a Embaixada Brasileira e tenho quase certeza de que foi lá que tomei um gelatto maravilhoso *-*

Roma - gelatto italiano

Não preciso nem dizer o quanto estava delicioso, certo? *maldade*

Não muito longe desta praça (uns 5 minutos de caminhada na direção do Coliseu), vimos a coisa maravilhosa que é o Panteão beeem de perto, o único edifício construído na época greco-romana que ainda está em perfeito estado de conservação.

Roma - Panteão e obelisco egípcio

O Panteão por fora: templo pagão “convertido” em igreja critã

É uma igreja circular maravilhosa com um obelisco na frente (várias construções romanas tem obeliscos egípcios na frente, inclusive aqui tem uma lista) arquitetado por volta do ano 27 a.C. Originalmente era um templo pagão mas lá pelo ano de 609 o então Imperador fez um ~agradinho~ pro papa e converteu o templo em igreja católica. O interessante é que o próprio termo grego pantheon significa “de todos os deuses”. E é lá que estão enterrados alguns reis e o pintor Rafael, por exemplo.

Roma - por dentro do Panteão

Nenhuma das minhas fotos de dentro ficou boa, mas nesta do Dicas da Itália a vocês podem ver o curioso buraco no teto. Lá dentro tem uma plaquinha explicando o que acontece quando chove, que é bem simples: molha tudo, ué! AHHAHA Foi construído originalmente assim para conectar os homens aos céus. Bonito, né?

E é de arrepiar parar e pensar que essa é uma construção da época em que o cristianismo mal existia e eram outras fés que moviam as pessoas, como muito bem colocado pelo pessoal do 360 Meridianos.

Como já estávamos íntimos da cidade, fomos passear de novo na Via del Corso . Ela inicia-se na Piazza Venezia e termina na Piazza del Popolo. Nesse trajeto, nos arredores dessa rua, a gente pôde ver a Fontana di Trevi (que estava em reforma) e a Piazza di Spagna.

Roma - Fontana di Trevi em reforma

Tão chateada com a reforma da Fontana di Trevi que nem olhar pra câmera eu quis 😛

Mas bonito mesmo era o tal do Monumento a Vittorio Emanuelle II (que eu achei que fosse uma mulher AHAHAH mas ele era o primeiro rei da Itália unificada), no Altare della Patria. Ali está também o Museu da Unificação Italiana que não chegamos a entrar. Aliás, pequena curiosidade: os romanos detestam esse monumento porque ele não ~orna~ com o resto da cidade. Inclusive o chamam bolo de casamento 😛 Mas eu que sou turista achei muito bonito e respeitoso os guardas ao lado do fogo sempre aceso no túmulo do Soldado Desconhecido. Enfim, questão de opinião 🙂

Roma - Museu Vitoriano

Olha só que contrastante o monumento a Vitor Emanuel II branquinho, branquinho

É ali nessa rua que tinha um shopping (mais para uma galeria) onde aproveitávamos pra usar o banheiro (desculpe o repeteco, isso é muito importante pra mim, já disse! heh). Ali também tinham as principais lojas que eu queria visitar: Lush (porque a burra aqui esqueceu de procurar alguma em Londres), Kiko (trouxe só uns esmaltes e uns batons pra mamy), Zara (gigante, uns 4 ou 5 andares), H&M (me apaixonei! Arrependidíssima de só ter trazido um vestido), GAP, Puma e outras. Mas compras não eram nosso foco, como vocês já perceberam, então era gostoso mais olhar mesmo. Quando cansávamos era só procurar a igreja mais próxima pra descansar as pernas 😛

Roma - E em uma esquina próxima ao vaticano, essa lindeza em forma de flor...

E em uma esquina próxima ao Vaticano, essa lindeza em forma de flor…

Roma é uma ótima cidade pra andar, andar e se perder… e depois de admirar toda a beleza, andar mais um pouco e encontrar algo novo pra admirar.

Roma - ruas e vielas

Ruelinhas romanas. Olha só aquela ponte no final da foto *-*

Depois de toda essa maratona (que aconteceu por uns 2 ou 3 dias pra vermos tudo com calma), foi nossa vez de ir embora. Nos despedimos de Roma com com dor no coração, mas já com saudade de casinha no Brasil…

 

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

E aqui acabo meu relato sobre as cidades pela quais passei, quase com lágrimas nos olhos e morrendo de vontade de voltar… Gostaram de viajar comigo? Obrigada pela paciência em ler meus textos e agora só fica meu desejo de que eu possa (em breve) visitar outros lugares magníficos e dividir mais um pouquinho do que vivi <3

Um beijo!

Viagem

Roma – a maravilha incrível que é o Coliseu

Quando paro pra pensar que em maio fará um ano que viajei fico besta de ver o quanto o tempo voou e o quanto ainda lembro da experiência como se fosse hoje… acontece isso com você também? Digo isso porque parando para escrever esse post, me lembrei da sensação de andar por aquele sítio histórico incrível… eu não sabia para onde olhar, de tantas coisas maravilhosas que estava vendo!

Neste dia, nosso penúltimo em Roma, acordamos cedo, tomamos um belo cioccolato com um cornetto de Nutela no Ciao Bella e bora pegar o metrô pela primeira vez em terras italianas. Já tínhamos chego próximo ao Coliseu caminhando do Vaticano até lá (o que dá cerca de 1h, sem contar as paradas pra ficar de queixo caído), mas estávamos quase no final da viagem e meu pé pediu arrego de vez, por isso fomos de metrô. Deixa eu explicar direitinho: fui viajar com bolhas gigantescas nos pés por conta de uma sapatilha assassina. Cuidei delas direitinho, mas depois de uns 10 dias, elas voltaram a doer e fiquei na dependência do esparadrapo com algodão para protege-las.

Saindo da estação Coloseo, não tem erro: você dá de cara com uma das cenas mais lindas que vi na viagem toda *-* Sugiro do fundo do coração ir na escadinha que na primavera fica toda florida e tirar uma foto no mesmo esquemão que o meu. O contraste da rispidez do monumento com a delicadeza das flores é magnífico <3

Coliseu e as flores

Falem o que quiser, mas fico tão orgulhosa toda vez que vejo essa foto *-* A vista é da saída da estação Coloseo.

O Coliseu é um anfiteatro com capacidade para cerca de 50 mil pessoas construído no primeiro século e também é conhecido por Amphitheatrum Flavium. Foi utilizado por cerca de 400 anos como ~entretenimento~, abrigando combates de gladiadores, lutas de animais, execuções e caçadas (venatio). Os espetáculos muitas vezes eram feitos para “acalmar” a população e tirar o foco dos problemas do Governo. Política do pão e circo, manja? não muito diferente do que vemos hoje em dia

Em frente ao Coliseu

Namorado e eu, porque certos momentos TEM que ser registrados! Vejam bem que não está tão cheio assim, né?

Detalhe importante que antes de irmos viajar o Daniel sugeriu assistirmos o filme Gladiador, até mesmo pra eu me familiarizar com o que esse monumento representava na época do Império Romano (porque ele é a metade do casal que manja muito de História e eu sou a que nunca lembra nada). E foi ótimo ter visto o filme, viu? Me ajudou a imaginar melhor os acontecimentos e no final das contas, mesmo não concordando com os ~eventos~ realizados por lá, é impossível não ficar boquiaberto observando (tanto o filme quanto o monumento em si).

Coliseu por dentro

Não vimos por dentro, mas segundo a Wikipedia, é assim que ele se parece 🙂

Funcionamento: todos os dias, abrindo às 8h30, mas com horários de fechamento variados (entre 16h30 e 19h15)
Entrada: 12 euros, é o mesmo do Foro Romano (centro comercial da Roma Antiga) e do Palatino (monte no qual acredita-se ter se originado a cidade). O ideal é evitar as filas e comprar o ingresso no Palatino, pois a maioria dos turistas não manja que é o mesmo ticket, entende?
Localização: Piazza del Colosseo, Roma, Itália
http://archeoroma.beniculturali.it/

Entorno do Coliseu, Palatino e Foro Romano

Já que não entramos no Foro e no Palatino, o jeito foi acompanhar pela grade próxima do Coliseu. Fomos subindo até uma igrejinha (linda!) e quando eu estava fazendo uma prezepada, Daniel não perdoou rs

Nós particularmente optamos por não entrar. Seria uma visita maravilhosa, mas eu estava mais chata por conta do pé e não aproveitaria. Além de ter feito um calor digno de verão Limeirense 😛

Foro Romano e Palatino

A vista das ruínas de Roma Antiga. Que coisa maravilhosa!

Ali do ladinho também tem o Arco de Constantino (erguido em comemoração à Batalha da Ponte Mílvio). Aproveitamos uma sombra para sentarmos um pouquinho e imaginar o quanto deve ser excitante para alguém que estudou História ou Arquitetura estar nesse lugar. Meu, foi ali que tudo aconteceu, sabe? São essas construções que nos inspiram até hoje (e ainda estão de pé!). Indescritível.

Arco de Constantino

Arco de Constantino. Incrível ver como as construções ainda estão relativamente bem conservadas, não?

Indico aqui para vocês os posts do 360 Meridianos, que estão bastante completos quanto ao que encontrar dentro dessas relíquias: Foro Romano e Coliseu.

E foi assim que terminamos o passeio: cansados mas encantados! E nada como voltar para o Camping Village e comer deliciosamente bem no Ciao Bella… Hummm!

E afirmo com toda certeza de que junto ao Vaticano, esse foi meu pedacinho preferido de Roma <3

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).